Antecipando o final da primeira temporada, recebemos simplesmente o melhor episódio de toda a série. E, finalmente, a revelação que os fãs esperam desde os filmes: quem é Pennywise? De onde veio? E por que a criatura escolhe justamente essa forma?
A resposta apresentada é simples e inteligente: as crianças eram fascinadas pelo palhaço dançarino. Como mostrado em sua peça, Pennywise hipnotizava o público infantil, deixava todos encantados e boquiabertos com seu número. E isso é exatamente o que a Coisa mais deseja: atenção, adoração momentânea… e vulnerabilidade. Depois que uma criança vê aquele palhaço uma vez, ela nunca mais esquece.
Ao contrário de muitas séries que têm medo de tocar em protagonistas, Derry não teve esse receio — e o resultado foi devastador. Infelizmente, o personagem mais carismático, o mais querido e, na minha opinião, o melhor da temporada, Rich, o cavaleiro incompreendido, se despede de nós. E morre como um cavaleiro faria: salvando sua donzela, Marge. Confesso: algumas lágrimas rolaram.
O incêndio acontece — algo já sugerido desde o primeiro episódio, com spoilers escondidos na abertura — mas a série surpreende com o peso emocional e a violência do evento. Foi um ataque, um atentado contra militares negros. É assim que deveria estar estampado nas manchetes. Mas, como sempre, Derry escolhe proteger seus verdadeiros monstros: seus habitantes psicopatas. Enquanto isso, Halloran, que não tem um dia de paz, precisa fugir mais uma vez, acusado por algo que nunca fez.
E então, finalmente, surge a “luz da morte”, que eu já havia comentado no review do episódio 5. Ela estava faltando — e claro que guardaram para o momento perfeito, para mostrar uma das armas mais icônicas da Coisa. E isso despertou uma teoria na minha cabeça: todas as vezes que It usa a luz da morte, logo em seguida ele entra em repouso. Foi assim nos filmes e, agora, novamente na série.
Primeiro, com a Senhorita Kersh — que enfim percebe que a criatura não é seu pai, mas no pior momento possível. Depois disso, Pennywise afirma claramente que vai dormir. E, no fim do episódio, quando todos acreditavam que a ameaça tinha cessado, a Coisa acorda do seu “soninho de beleza” e usa a luz da morte em Will.
Isso levanta várias possibilidades:
– Ele vai dormir de novo depois desse ataque?
– Will, assim como Kersh, realmente sobreviverá?
– E qual será o efeito duradouro de ter visto as luzes?
– O que significa estar “selado” pela Coisa?
Agora, resta esperar para saber o impacto disso na vida dos dois.
No geral, foi um episódio triste — e ainda mais triste é saber que a temporada está chegando ao fim, sem previsão exata da próxima. Ao mesmo tempo, é gratificante ver o enorme sucesso de Bem-Vindos a Derry, a qualidade absurda da produção e atores mirins que já mostram um talento impressionante. Sempre considerei It um dos vilões mais icônicos do terror, e com essa série ele está se tornando ainda mais grandioso. Agora só nos resta esperar o último episódio da temporada… e ver o que Pennywise ainda tem guardado.















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